The West Wing
maio 11th, 2010A série The West Wing é uma das coisas mais lindas, bem produzidas e inspiradoras que já frequentaram a TV em qualquer tempo. Mas o episódio 17 da segunda temporada é mais do que isso. É sublime.
Localizados 30cm depois da tênue linha que separa a chatisse do non-sense, tentamos ser sérios, não apenas formais, e engraçados, não apenas idiotas. Meibe.
A série The West Wing é uma das coisas mais lindas, bem produzidas e inspiradoras que já frequentaram a TV em qualquer tempo. Mas o episódio 17 da segunda temporada é mais do que isso. É sublime.
Já que não tenho muito pra escrever por aqui, vou começar a comentar as séries da semana. Vamos começar com 24, episódio 14 da oitava temporada.
Um texto comentando um episódio obviamente contém spoilers. Não vou dividir com o famoso “Leia Mais” porque é muito chato. Se não quer saber o que acontece no episódio, não leia, é simples.
Vamos a 24, então. Antes de falar do Ep 14, um pequeno preâmbulo geral sobre esta temporada. Para mim é a temporada de redenção da competência de Jack e Chloe. Durante várias temporadas, qualquer atitude de Jack, necessária para a solução de um problema, era imediatamente barrada por um superior, que no final se convencia de que Bauer estava certo, e tudo ficava bem. Chloe sempre tinha que redirecionar um satélite na camufla, invadir algum sistema ou roubar alguma informação. Na oitava temporada não. O diretor da CTU, Hastings, rapidamente percebeu a importância e a competência de Chloe, e com as derrapadas de Dana Walsh, logo nossa heroína passou a coordenar as principais operações da CTU. Jack então nem se fala. Na oitava temporada ele está sendo realmente respeitado por todo o trabalho que fez pelo país. Hastings cedeu quanto a processar Renee Walker apenas para ter o trabalho de Jack. Os agentes com quem Jack tem contato, como Cole e a mina do Serviço Secreto do episódio 14 sabem quem é Jack Bauer, e que estão diante de uma lenda viva. Isso é muito bom. Em temporadas passadas Jack num minuto estava respondendo diretamente ao Presidente dos USA, e no outro estava sendo perseguido por 15 agências. Isso sem falar em todas as vezes em que a prioridade da CTU virou prender Jack Bauer.
O episódio 13 foi exemplar. Totalmente desativada por um dispositivo de pulso eletro-magnético (PEM), a CTU recebia a visita de engenheiros da NSA pra consertar o estrago. Chloe tinha uma idéia para resolver o problema de forma rápida, e como sempre acontece, foi ignorada. Impulsionada por Walker, Chloe invade a sala onde os técnicos trabalhavam e aponta uma arma, ordenando que saíssem dali e a deixassem trabalhar. Em qualquer outra temporada Chloe seria definitivamente presa. Mas Hasting bancou a guria, e o plano dela funcionou. Muito bom de ver.
No final do episódio 13, uma revelação: Dana Walsh trabalha para os terroristas. Aí forçaram a tarraqueta. Assistindo todos os epsódios até ali não se via a menor possibilidade disso, e ao contrário das vezes em que essas reviravoltas acontecem e você diz Ohhh! nesse caso foi um “putz”. O drama dela e toda aquela história com o ex marginal era encheção de linguiça. Ratearam.
O centro do episódio 14 é a proposta dos terroristas de desistir da bomba em troca do presidente da IRK, o Hassan. A Presidente Taylor rejeita na hora a proposta, mas um General conspira e organiza um grupo para sequestrar o islâmico. Porém Jack havia sido escalado pessoalmente por Alisson Taylor para proteger Hassan, e o sequestro não deu certo. O episódio acaba com Tarin sentado na van com a bomba, dando uma idéia de que ele não está tão certo assim do que deve fazer. Em paralelo Jack captura um dos militares sequestradores, e o leva pra salinha, pra um provavelmente descontraído bate-papo.
É isso!
Extamente como o MK disse, saiu agora no terra:
A Justiça concedeu vitória à Band e Boris Casoy na ação indenizatória aberta contra a emissora e o jornalista. A disputa judicial foi iniciada após o jornalista esbravejar contra os limpadores de ruas. “Que m… Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. Dois lixeiros! O mais baixo da escala do trabalho”, disse o apresentador do Jornal da Band no dia 31 de dezembro. As informações são da coluna Outro Canal, do jornal Folha de S.Paulo.
O áudio foi ao ar devido à uma falha técnica da equipe de sonoplastia. Enquanto a vinheta do noticiário rodava, anunciando o intervalo comercial, as falas de Casoy vazaram ao vivo, gerando o constrangimento.
Boris Casoy cometeu o incometível: falou a verdade em rede nacional e está sendo execrado por isso. Para os desatentos, em um vazamento de áudio, Boris disse sobre a imagem de dois lixeiros desejando feliz ano novo:
Que merda, dois lixeiros desejando feliz ano novo do alto de suas vassouras… O mais baixo na escala do trabalho…
Pronto, aí a patrulha do politicamente correto socialista caiu em cima. Falaram que era um absurdo, falaram que o trabalho dos garis é importantíssimo, falaram que ele é a cara da mídia burguesa, que ele tem ódio de classe, seja lá o que for exatamente isso. As esquerdas todas (a festiva, a militante, a histérica, a lulista, a ambientalista) aproveitaram a deixa pra pedir a cabeça do apresentador, identificado por elas como um homem de direita.
Acontece que os garis são realmente o ponto mais baixo da escala do trabalho (as más línguas sugerem os advogados, mas é discutível), afinal, nenhuma criança sonha em ser gari quando crescer, e “eu fico com a resposta das crianças”. Limpar as ruas é um trabalho difícil, pesado, executado sob o calor insano do sol tropical. Ninguém quer fazer. Quem tem uma qualificação um pouquinho melhor vai procurar um trabalho melhor.
A maioria das críticas feitas ao Boris faz uso do raciocínio de classes, que ignora a individualidade do ser humano e trata as pessoas como bois numa canga. Ninguém sabe quem é o cara que limpa a sua rua, mas “o trabalho dos garis é fundamental”. Esse é o tipo de atitude de quem chama a empregada doméstica com o irritante eufemismo “secretária”. A verdade é a seguinte: o fato de as ruas precisarem ser limpas não torna o trabalho de um gari qualquer mais importante que uma nota de 3 reais, até porque tão logo tenha oportunidade ou qualificação melhores, ele vai deixar esse trabalho.
Boris pediu desculpas no dia seguinte. Uma associação de garis de algum lugar não gostou, e disse que ele foi “muito formal”. Queriam o quê, que o cara chorasse?
PS: Já tinha escrito tudo isso quando achei esse texto da jornalista Barbara Gancia dizendo quase a mesma coisa, com termos mais precisos.
Mais uma de futebol pra começar bem o ano.
Em 2009, o torcedor brasileiro aprendeu que “Invicto em casa” é uma importante marca no ano de uma equipe, então a CBF pretende oficializar em 2010 duas premiações: ”Invicto contra times que terminam com letra A” e “Artilheiro contra times de camisa com listras horizontais”.
Agora os clubes tem mais o que perseguir no Brasileirão além do Campeonato e da Libertadores!
Rankings em futebol não servem pra muita coisa, já que clubes do mundo inteiro não disputam as mesmas competições. Portanto, um ranking organizado apenas para um país poderia ser um bom indicativo histórico da capacidade de um clube amelhar vitórias e títulos, certo?
Vejamos o ranking da CBF.
Pra ser mais sucinto, vejamos o ranking da CBF até a quinta posição. Já é suficiente para o argumento.
Sendo específico, vejamos apenas o primeiro e o quinto colocados.
O primeiro é o Grêmio Porto Alegrense, equipe que no ranking atualizado da Wikipédia(não encontrei no site da CBF) possui 2092 pontos. O quinto é o hexacampeão brasileiro São Paulo, com 1997 pontos. Nesse ponto o matemático leitor já deve estar se perguntando: “Como o clube que venceu 6 vezes a competição mais importante do país tem menos pontos que o clube que venceu duas?”. Calma, vamos explicar os critérios.
A CBF resolveu incluir no ranking apenas as competições que ela organiza, o que faz um certo sentido, pois são as competições nacionais. Isso inclui a Copa do Brasil, que como sabemos não é disputada por equipes bem colocadas no Brasileirão, que vão para a Libertadores. O Grêmio ganhou 4 vezes esta competição. O São Paulo tem disputado sistematicamente a Libertadores nos últimos anos, portanto não disputa a Copa.
O Campeão Brasileiro ganha 60 pontos, o vice 59 e assim por diante, em progressão aritmética. O ganhador da Copa do Brasil ganha 30 pontos, o vice 20, o terceiro 10 e assim por diante, em progressão geométrica. O astuto leitor já deve ter percebido o que essa papagaiada toda significa:
Se o Grêmio ficar na 16a. posição do campeonato brasileiro nos próximos anos (a última antes do rebaixamento), o São Paulo precisa ser campeão brasileiro por mais 6 anos consecutivos para que ao final de 2016 ultrapasse o Grêmio em 10 pontos no ranking.
Porém, nesta posição o Grêmio poderia participar da Copa do Brasil. Se ganha, são mais longos anos de campeonatos para que o São Paulo ultrapasse o Tricolor Gaúcho. Cada ano que o Grêmio chegasse a terceiro lugar na Copa do Brasil anularia um ano de luta dos paulistas pela primeira posição do ranking.
Só me vem uma palavra a mente:
Muito honesto.
Transformers: Cine-biografia de Roberta Close. A luta contra o preconceito, desde a infância como Luís Roberto até o auge, como ícone do movimento transsexual brasileiro. O documentário conta com opiniões de autoridades no assunto, como Richarlyson e o Dr. Robert Ray, famoso cirurgião plástico.
Pois é pessoal!
Nossas queridas operadoras de telefonia celular, bloqueiam e retiram os programas de IM (Instant Messengers) de nossos aparelhos Symbian (E63, E71, N95, etc). Pior ainda, é que pediram pra bloquear o download no site da Microsoft, para acessos do Brasil. Então, se você entra lá e procura o Windows Live pra baixar pro celular, descobre que acessando do seu país, você não consegue. O que não acontece com alguém nascido em qualquer outro local do globo, como na Botswana ou Ilhas Salomão por exemplo.
Mas eu tenho a solução para você que tem um celular Symbian! Pode usar o Windows Live (Messenger, Hotmail, Spaces, etc) direto no seu celular, sem acesso a WAP (acesso pago a operadora). Basta ter um Wi-Fi.
Baixe os instaladores neste site: http://symbianv3.com/new-windows-live-messenger-perfect/ e divirta-se!
O programa está em inglês, mas se você não sabe inglês, aprenda!
Independence Day Begins: O filme retrata os acontecimentos anteriores ao primeiro. Num dia 3 de Julho, Incas Venuzianos que se apoderaram do poderoso código de transporte intergaláctico SBBHQK aterrisam na Cidade do México. São recepcionados por Chapolim em pessoa, que os convence de que daria um filme muito melhor atacar os EUA no dia seguinte.
Matrix 4 – Revelations: Neo e sua turminha da pesada alugam um Chevette à alcool e partem numa jornada rumo ao desconhecido fora da Matrix. Após 300 quilômetros, acaba o combustível e como os únicos postos que vendem álcool ficam em Zion, seguem à pé. Em mais um mês de peregrinação, chegam a uma imensa barreira de um vidro aparentemente inquebrável e lamentam-se longamente sobre ilusões, liberdade e correlatos. A câmera se afasta lentamente, e vai deixando perceber que a bola de vidro onde eles estão é um simples adereço, pendurado ao pescoço de Rex, o poodle de Persephone.
Pretexto para incluir uma foto de Monica Belluci (Persephone) no post
Arquivo X – House está lá fora: Dr. House cura o Canceroso, e seu brilhantismo médico é investigado por Dana Scully e Fox Mulder, com a suspeita de que tenha origem extraterrena. O filme tem sérias restrições orçamentárias, então House é interpretado por Michael J. Fox, cuja carreira é resgatada e seu desempenho elogiado graças ao realismo no uso da bengala e nos tremores da abstinência de analgésicos. Críticos sem caráter argumentaram que Michael tremeu em todas as cenas, mas não damos ouvidos à críticos sem caráter. Embora a crítica especializada afirme que o filme deu um novo sentido ao termo “vergonha alheia”, a cena de House (Michael J. Fox) autopsiando um alienígena sob o olhar atento de Mulder e Scully deu origem a vários quadros novos do programa A Praça é Nossa.
Eu gosto do Collor. Além de ele ter acabado com a política internacional mais idiota do século 20, a reserva de mercado, ele ainda tomou uma atitude no campo da política econômica que é tão tiro-no-pé que nenhum político teria coragem de fazer, e por isso tendo a acreditar que tinha gente no governo que acreditava sinceramente naquela coisa toda da poupança. ALGUÉM QUERIA RESOLVER O PROBLEMA DA INFLAÇÃO, MESMO COM AS PIORES IDÉIAS. O governo anterior só fez congelar preços, indexar salários e carimbar zeros nas notas.
O cara é corajoso.
Mas muita gente não gosta dele. E para os que não gostam, segue aí o discurso de recepção do Senador Sérgio Zambiasi, futuro provável Governador do RS, quando Collor voltou à vida política nacional e assumiu a cadeira no senado em 2007.
O Sr. Sérgio Zambiasi (Bloco/PTB ¿ RS) : Senador, Presidente Collor, V. Exª me permite um aparte?
O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB ¿ AL) : V. Exª tem o aparte, Senador.
O Sr. Sérgio Zambiasi (Bloco/PTB ¿ RS): São raros, realmente muito raros, os momentos em que esta Casa pára. Na contagem do Senador Roriz, até o momento em que S. Exª, com sua emoção e veemência, manifestou-se, duas horas e trinta e quatro minutos; agora, já se vão mais de três horas, Senador Roriz, três horas e dez minutos. E não é apenas esta Casa, Senador Collor: com certeza, milhões de brasileiros estão acompanhando seu pronunciamento. Este, sem dúvida nenhuma, é um momento para a História. Chegando aqui, momentos antes de V. Exª iniciar sua manifestação, fui surpreendido por uma eleitora, que agarrou em meu braço e disse: -Eu preciso assistir, é um momento histórico, foi o meu primeiro voto!. Ela tinha, na época, 16 anos. Aquela geração, seguramente, estava na expectativa de ouvir esse outro lado, testemunhado por alguém que estava aqui ao meu lado, o ex-Deputado Roberto Jefferson, que foi solidário com V. Exª naqueles dias de massacre e posteriormente também, a ponto de hoje estarmos juntos na mesma fileira, no Partido Trabalhista Brasileiro. Eu me emocionei com a emoção do Senador Romeu Tuma, comovi-me com suas manifestações e com suas lágrimas. São lágrimas, não tenho nenhuma dúvida, que ajudam a marcar este momento importante da democracia brasileira. O Senador Collor está hoje escrevendo uma página extremamente importante da nossa história, uma página que fala de injustiça e de justiça, uma página que, não tenho dúvidas, fica marcada na história da política brasileira. Quantos estavam nessa expectativa? Confesso que eu, que sou seu companheiro de Bancada, não tive coragem de lhe perguntar, nesses dias que antecederam este momento, como seria, mas todos tínhamos uma grande expectativa. Como será o pronunciamento? Que linha o Senador Collor vai adotar? A do ódio? A da vingança? A da raiva? A da denúncia? Esses saíram frustrados, Senador Collor. V. Exª adota a linha serena de quem fez a travessia de todas essas dificuldades e amadureceu; entende a responsabilidade deste momento e oferece ao Brasil, em vez do ódio, da denúncia, da raiva, oferece o seu compromisso com a governabilidade. Isso, realmente, é admirável! É uma lição, sem dúvida nenhuma, para todos nós, uma lição política que todos estamos recebendo hoje, diante da sua sereníssima manifestação, uma manifestação que todos nós, brasileiros, queríamos ouvir. Mas, antes e acima de tudo, eu entendo, Senador Collor, que esta é uma homenagem à sua história, à sua vida e – permita-me citar mais três pessoas que são absolutamente essenciais, como já manifestado por V. Exª por ocasião do ingresso no PTB – à sua esposa, Caroline, que está aqui lhe assistindo, pacientemente, solidariamente. Lembro-me do seu pronunciamento, na sede do diretório, quando V. Exª dizia que havia uma pessoa responsável pela decisão da sua candidatura ao Senado. Foi ela que lhe estimulou, que lhe deu força, que lhe deu energia e que, enfim, acompanhou V. Exª nesse desafio do resgate pelas urnas, que é, seguramente, o melhor de todos os resgates, junto com a Celine e a Cecília, suas gêmeas. Imagino que, acima de tudo, este dia e esta jornada devem ser dedicados a essas três pessoas. Parabéns, companheiro Fernando Collor de Mello!
Quem gosta de um e não gosta de outro, que engula e digira essas palavras como achar conveniente.